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Sabemos que o amor não é algo comum a todos. Cada um o vê com próprios olhos, o interpreta de maneira única e pessoal. Costumamos encontrar dois grupos: um daqueles que acreditam no amor imortal; outro dos que acreditam no amor passageiro, porém, não menos verdadeiro.
Estou fazendo uma síntese, pois o amor pode adquirir várias outras formas e é muito mais complexo do que imaginamos. Não caberia a mortal algum decifrá-lo. Aliás, não esqueçamos: o amor tratado é o amor a dois.
O amor eterno, imortal, seria aquele intransferível a qualquer outra criatura. O amor que acontece apenas uma vez em toda a vida. Aquele no qual o amante daria tudo para ver seu amado feliz. Uma mútua troca de carinho, lealdade, fidelidade… O amante só tem olhos para seu amado e vice-versa.
Já o amor passageiro, é aquele de igual intensidade, porém, que pode ser transferido a outra criatura. O amante ama determinada pessoa, porém, pode perder o encanto e se interessar por outro. Neste caso, o amor não é encarado como algo eterno. Ele vai e volta, muda de pessoa, cria novos ares…
A questão é: quem acredita no amor eterno e já teve outros casos “intensos”, como fica? Bem, neste caso, era paixão. A paixão, para os que crêem no amor eterno, é intensa e avassaladora. Pode ser confundida com amor, mas é passageira. Neste caso, a diferença entre amor e paixão, estaria na durabilidade. Quem ama, jamais deixará de amar determinada pessoa. Quem está apaixonado, adora imensamente, mas pode apaixonar-se inúmeras vezes. Assim, o amor seria incurável e a paixão passageira.
Após esclarecer os fatos, vamos ver uns exemplos de amor passageiro e amor eterno:
“Porque eu te amo, tu não precisas de mim. Porque tu me amas, eu não preciso de ti. No amor, jamais nos deixamos de completar. Somos, um para o outro, deliciosamente desnecessários. O amor é tanto, não quanto. Amar é enquanto, portanto. Ponto.”
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