Set
02
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Congresso de gaivotas neste céu
Como uma tampa azul
cobrindo o Tejo.
Querela de aves,
pios, escaracéu.
Ainda palpitante voa um beijo.
Donde teria vindo!
(não é meu…)
De algum quarto perdido no desejo?
De algum jovem amor
que recebeu
Mandado de captura
ou de despejo?
É uma ave estranha:
colorida,
Vai batendo como a própria vida,
Um coração vermelho pelo ar.
E é a força sem fim de duas bocas,
De duas bocas que se juntam,
loucas!
De inveja as gaivotas a gritar…
(Autor: Alexandre O’Neill… )
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