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O Pai que habita nas paragens onde se processam as alegrias que nos serão concedidas
e o pai que mora no cotidiano onde se lavram os labores que nos esculpem para o amanhã. Pai Celeste.
Mãos que se estendem sobre o vazio onde há permissão para devaneios…
Pai que está ao meu lado,
pai meu de mãos que se alargam para afastar as intempéries do agora.
Pai de olhos serenos e onipotentes que me vigia pelas frestas do tempo para comigo veladamente caminhar. Amparar.
Pai de olhos argutos e presentes que me espreita pelas vielas do zelo para discretamente proteger. Cuidar.
Tenhos dois pais.
“Pai nosso que estás no céu santificado seja o teu nome…”
Pai meu que comigo estás,
abençoado sejas pelo que és e pelo que me dás.
(Autor desconhecido)
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