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Quantos são os filhos que podem dizer que honraram seu pai ou sua mãe, no sentido mais amplo da palavra? Que podem dizer que os amaram e os respeitaram?
São poucos, infelizmente muito poucos, os capazes de tornarem-se verdadeiros amigos de seus pais, fazendo-os confidentes e conselheiros.
Muitos não gostam da interferência dos pais que, no fundo, só querem ajudá-los a não cair tombos mais sérios. Não querem que os pais interfiram em suas vidas, causando um incômodo maior do que desejassem.
Filhos, meditem sobre o tratamento que impõem aos seus pais. Afinal, estão aqui porque eles decidiram que viessem. Podiam não ter acatado a incumbência ou, de uma maneira mais drástica, tê-los abortado.
Olhem para essas criaturas que já merecem o maior carinho e respeito por ter-lhes possibilitado o sopro divino da vida.
Olhem por eles. A cada dia que se esvai, suas vidas também correm junto com o relógio do tempo e, depois que se forem, o remorso não os trará de volta.
Tratem-nos com amor, delicadeza, dedicação, lembrando-se também que são pais ou poderão vir a sê-lo e, com certeza, não iriam gostar do desamor daquela criatura por quem tanto sacrificaram a vida.
Filhos, olhem para eles ainda que, muitas vezes, não tenham sido os pais que quisessem. Mesmo se foram incompreensivos, ranzinzas, e até violentos. Desculpem-nos por amor a Deus, pois são criaturas que aqui estão para serem aperfeiçoadas na luz de Deus.
Perdoem-nos com a leveza de um coração cristão. E tenham a certeza de que, um dia, eles serão imensamente gratos pelas lições de vida que aprenderam com seus próprios filhos.
Fiquem na divina paz de Deus.
Com amor
Um pai