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O pecado que cometemos é somente o cume do iceberg, da montanha de gelo. Como vocês sabem, a montanha de gelo tem fora d’água somente 1/8 de tudo que realmente é. Desta forma o restante 7/8 estão debaixo d’água. Por isso, se você vir uma grande montanha de gelo, somente verá uma pequena parte da mesma.
Desta forma são os nossos pecados. Os nossos pecados são somente o cume de um “iceberg”; fico bravo com qualquer coisa, os outros percebem que estou com raiva, mas o que está por baixo dessa raiva? De onde vem este acúmulo de raiva? Se olhamos a fundo podemos ver que aquela raiva pode ter tido o seu começo no ventre materno. Quando falamos de cura espiritual não é somente do ato do pecado, mas de tudo que está ao seu redor. Nós não devemos somente pedir perdão, mas também pedir a cura da raiz do pecado.
Existem raivas em nós, existem nossos pecados sexuais (a masturbação ou qualquer outro pecado sexual), existe o nosso desejo de poder com a ambição que ele gera, a presunção como mecanismo de autodefesa, o ser apegado ao dinheiro, etc… De fato, acontece exatamente isto: muitas vezes o diabo nos tenta indiretamente, nos tenta querendo entrar por essas brechas abertas dessas raízes profundas na nossa vida.
Muitas vezes, os jovens e também os menos jovens descobrimos que a masturbação nada mais é que uma autodesaprovação, ou o resultado de um abuso sexual no passado. De fato, se olhou somente para o pecado e se perdoou o pecado, mas não se foi fundo para curar as causas, facilmente, em pouco tempo, se cairá novamente no mesmo pecado porque a raiz permanece, a raiz continua no mesmo lugar! Portanto, é extremamente importante olhar para a cura dos pecados.
Devemos nos perguntar: por que ajo sempre assim? Por que quando me confesso, eu me sinto tranqüilo por ter lutado com todos os meus pecados, mas depois quando chega este pecado freqüente, eu não tenho forças? Por que eu consigo lutar contra todos os outros pecados, mas depois vem a minha fraqueza?
Dá para entender: o maligno penetra através do ponto fraco; o diabo tenta, mas também oprime! A opressão é certamente a sua entrada através do ponto fraco que existe na minha personalidade. Se quero de verdade fechar essa brecha, eu devo quebrar esta raiz; devo achá-la, antes de tudo, quebrá-la e, por fim, debelá-la.
Estar espiritualmente curado quer dizer ser curado das dependências que temos.
A raiz do pecado [Frei elias vella]Imagine que você se encontra diante de uma decisão importante que pode mudar toda a sua vida. Alguém se aproxima e lhe diz: “Não há como fugir. Você precisa escolher. Terá de fazer sua opção”. Você se sente, então, entre a cruz e a espada. E as circunstâncias se agravam ainda mais se a sua decisão envolver outras pessoas.
Em momentos assim, escolher pode tornar-se muito difícil, uma verdadeira arte. Seria muito bom se essas escolhas não comportassem certa carga de angústia. Mas escolher dói, causa inquietação, medo, insônia, porque escolher significa também abrir mão de algo.
Toda escolha implica também em uma renúncia. Ao escolher uma estrada, você desiste de caminhar por todas as outras. Assim como, ao escolher uma esposa ou um marido, você dispensa todos os outros possíveis candidatos. É a encruzilhada da vida. Mas é isso que torna linda a história, e que a faz única, “irrepetível” e merecedora do nosso amor. Porque nós amamos não uma vida sem erros, mas uma vida de possibilidades e de escolhas.
Nós amamos ser livres. E, por piores que as opções nos pareçam, mesmo que nos vejamos sem saída, ainda nos resta escolher o que vamos fazer na situação difícil: Se vamos lutar ou nos entregar. É justamente aqui que jorra uma força, uma energia, um poder – pois um milagre acontece cada vez que alguém se supera e tira o bem de onde os outros só viam maldades ou não viam nada. O céu faz uma festa quando nós nos recusamos a ser escravos da tristeza e da depressão. Deus salta de alegria quando nós escolhemos nos levantar mesmo contra as expectativas de todos à nossa volta.
[Autor Mário Mendes]
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