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Na noite fria de mais uma sexta-feira sem você por perto,
Eu me cobri com o manto da saudade que me faz companhia,
Depois que se descobre o Amor não dá mais pra se sentir no deserto;
A pessoa sempre está na constante busca da alegria…
Aquele que sente a falta lembra dos vividos bons momentos,
Em que alguém lhe fez muito feliz ao estar andando ao seu lado,
Acontece na mente uma viagem em pensamento;
Acontece no coração a sensação de estar permanentemente apaixonado…
A visão de que neste momento existe uma praia deserta e sem amantes,
A visão de que neste momento tem uma avenida beira-mar sem apaixonados,
A visão de que neste momento tem lá na praia um banco vazio o bastante;
A visão de que neste momento tem duas pessoas sozinhas e cada uma do seu lado isolado…
Sim , o mesmo destino que já proporcionou preciosas oportunidades,
É o mesmo que agora traz ao Poeta e à Musa distinta lição de paciência;
Ou estas duas pessoas (re)descobrirão o que é felicidade ou saudade;
Ou estas duas pessoas (re)descobrirão a malícia ou o fim da inocência…
A lua e as estrelas pelas nuvens da sexta-feira fria encobertas,
Não trarão nesta noite nem recado fiel nem amorosa mensagem,
Fará com que a caminhada pareça um pouco mais deserta;
Fará com que a visão de quem se Ama seja quase uma miragem…
E então pra voltar à normalidade o corpo cede ao súbito descanso,
Olhos se fecharão, mas lábios não serão desta vez tocados,
Se pudesse agora duas pessoas estariam juntas em doce remanso;
Fazendo quase de tudo, como dois amantes mui apaixonados…
Izaias da Silva
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